sexta-feira, 4 de março de 2016

Bullying

O que é Bullying:

Bullying é a prática de atos violentos, intencionais e repetidos, contra uma pessoa indefesa, que podem causar danos físicos e psicológicos às vítimas. O termo surgiu a partir do inglês bully​, palavra que significa tirano, brigão ou valentão, na tradução para o português.

No Brasil, o bullying é traduzido como o ato de bulir, tocar, bater, socar, zombar, tripudiar, ridicularizar, colocar apelidos humilhantes e etc. Essas são as práticas mais comuns do ato de praticar bullying. A violência é praticada por um ou mais indivíduos, com o objetivo de intimidar, humilhar ou agredir fisicamente a vítima.

O bullying geralmente é feito contra alguém que não consegue se defender ou entender os motivos que levam à tal agressão. Normalmente, a vítima teme os agressores, seja por causa da sua aparente superioridade física ou pela intimidação e influência que exercem sobre o meio social em que está inserido.

O bullying pode ser praticado em qualquer ambiente, como na rua, na escola, na igreja, em clubes, no trabalho e etc. Muitas vezes é praticado por pessoas dentro da própria casa da vítima, ou seja, pelos seus próprios familiares.


Para a justiça brasileira, o bullying está enquadrado em infrações previstas no Código Penal, como injúria, difamação e lesão corporal. Ainda não existe uma lei que puna os agressores com o devido merecimento.

Bullying na escola

Uma das formas mais comuns de bullying é o que acontece no ambiente escolar. Em quase todos os países do mundo, o bullying na escola é um problema crônico.

As formas de agressão entre os alunos são das mais variadas e podem acontecer em quase todos os níveis da fase escolar, desde o primário até os últimos anos do ensino médio, por exemplo.

O bullying atrapalha a aprendizagem do aluno, além de afetar o seu comportamento fora da escola, segundo os psicólogos.

Os pais e professores devem estar atentos às atitudes de seus filhos e alunos, principalmente em alterações de comportamento, hematomas no corpo e demais situações que pareçam fora do comum. 

Consequências do bullying

As pessoas agredidas pelo bullying apresentam alguns sintomas, como:
  • distúrbio do sono
  • problemas de estômago
  • transtornos alimentares
  • irritabilidade
  • depressão
  • transtornos de ansiedade
  • dor de cabeça
  • falta de apetite
  • pensamentos destrutivos, como desejo de morrer, entre outros.

Em muitos casos as vítimas recorrem a tratamentos psicológicos, como terapias para amenizar as marcas deixadas pela agressão.

Dicas para os adultos pais e educadores: clique aqui.

Fonte: Significados

domingo, 28 de fevereiro de 2016

Papel da família na educação dos filhos


Alimentação Escolar: Comer bem é de lei

Já existem várias normas regulamentando o que as cantinas podem vender, mas falar da importância da boa alimentação é papel da escola.



Todo mundo sabe da importância de comer bem: traz benefícios para a saúde, ajuda a nos manter ativos para realizar as tarefas do dia a dia e melhora até o humor. Uma alimentação saudável é aquela que reúne todas as substâncias químicas de que o corpo precisa para funcionar corretamente. Requer muita diversidade de ingredientes em todas as refeições, com equilíbrio entre carboidratos, proteínas, gorduras, vitaminas e minerais. Na escola, um espaço ocupado por crianças e jovens, isso se torna ainda mais relevante. Porém todo mundo sabe que a oferta de alimentos saudáveis nas cantinas e lanchonetes que funcionam dentro das escolas costuma ficar bem abaixo do desejável. Por questões de praticidade, custo e armazenamento, é mais fácil encontrar produtos industrializados, que têm prazo de validade maior - mas causam mais danos à saúde que os alimentos in natura.

O domínio dos salgadinhos, doces e chocolates, porém, já é questão de saúde pública. Em 2008, a Sociedade Brasileira de Pediatria publicou uma compilação de diversos estudos sobre o tema, que mostra que o aumento do número de crianças com excesso de peso varia de 10,8% a incríveis 33,8% conforme a cidade ou região. Diversos outros problemas, como diabetes, hipertensão arterial, alterações ortopédicas e elevação dos níveis de colesterol e triglicerídeos, têm se tornado frequentes entre a garotada.

O papel da escola

"O fato é que na escola se formam as bases do comportamento no que diz respeito à alimentação", diz a nutricionista Nina Flávia de Almeida Amorim, responsável técnica pelo projeto A Escola Promovendo Hábitos Alimentares Saudáveis, do Observatório de Políticas de Segurança Alimentar e Nutrição da Universidade de Brasília (UnB). Ela ressalta que, em média, as crianças consomem de 25 a 33% das calorias diárias no ambiente escolar, entre merenda e lanche, desde a hora em que chegam para a aula até o momento em que voltam para casa.

A preocupação com esse tema fez com que muitos estados e cidades aprovassem leis sobre o que pode (e não pode) ser oferecido nas cantinas escolares. Em abril, a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados aprovou um projeto que obriga creches, pré-escolas e instituições de Ensino Fundamental, públicas e privadas, a comercializar apenas alimentos saudáveis. A proposta tramita agora no Senado e, por mais que o texto original da lei não cite explicitamente quais são os heróis e os vilões na hora do lanche, está claro que salgadinhos, refrigerantes, biscoitos, balas e chicletes, bem como outros produtos industrializados ricos em gordura, açúcar e sal, entrarão na lista dos proibidos, a ser definida pelas autoridades sanitárias.

A chance de pais, professores e alunos refletirem sobre o tema

A primeira lei sobre o assunto entrou em vigor em 2001, em Santa Catarina. No Paraná, a regulamentação específica passou a valer em 2004. "O grande mérito da lei foi provocar uma reflexão sobre o tema entre professores, alunos e pais", destaca Márcia Stolarski, nutricionista da Coordenadoria de Alimentação e Nutrição Escolar, ligada à Secretaria Estadual de Educação do Paraná. Segundo ela, hoje é possível observar uma melhora na alimentação das crianças, mas isso não veio de forma tranquila. "Muitos alunos começaram a levar refrigerantes, salgadinhos e bolachas recheadas de casa. E não só para o consumo próprio: também para vender para os colegas."

Em paralelo, aumentou o número de vendedores ambulantes perto das escolas. "Eles passaram a vender tudo o que tinha sido proibido", lembra Leonilda Palmonari Metri, diretora da EE Nossa Senhora de Fátima, em Curitiba. Além disso, caiu a receita gerada pela cantina (espaço que, nas escolas públicas, é administrado direta ou indiretamente pela APM e cujos recursos ajudam a financiar pequenos gastos). "No nosso caso, perdemos cerca de 30% num primeiro momento." Curiosamente, quando havia frutas no cardápio da merenda escolar, a aceitação era sempre boa - mas a oferta na cantina demorou a ser bem aceita.

A importância do bom exemplo

Cleliani de Cassia da Silva, especialista em nutrição, saúde e qualidade de vida da Faculdade de Educação Física da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), no interior de São Paulo, reforça o papel da comunidade em relação a essa questão. "Em idade escolar, todos querem os mesmos alimentos que os colegas. Muitos têm vergonha de levar lanche de casa", explica ela.

É por isso que bons exemplos fazem toda a diferença na promoção da alimentação saudável. Não adianta proibir a venda de doces se os professores mascam chicletes na frente da turma. A chave para o sucesso é a coerência. "Só retirar os alimentos não saudáveis da cantina não muda a situação. São necessárias ações focadas nas crianças, nos pais, nos funcionários e assim por diante", insiste Estela Marina Alves Boccaletto, da Faculdade de Educação Física da Unicamp.

Envolvimento de todos

Daí a importância de envolver na discussão os responsáveis pelo preparo dos alimentos vendidos nas cantinas. A UnB mantém desde 2001 o projeto A Escola Promovendo Hábitos Alimentares Saudáveis. Uma de suas principais ações é capacitar os cantineiros e ajudá-los a transformar seu mix de produtos de forma a compor um cardápio com alimentos mais saudáveis e que, ao mesmo tempo, agucem o paladar da garotada. Nina Amorim reconhece que dá mais trabalho fazer isso a continuar comprando salgadinhos de pacote, biscoitos, balas e chocolates. "Mais de uma vez, fomos criticados e até agredidos verbalmente por donos de cantinas que acham que vão quebrar com essa mudança", conta ela. "Mas, à medida que vamos apresentando alternativas, todos percebem que é possível trocar os itens prontos de longa validade por opções mais saudáveis". Algumas das opções mais populares do curso são gelatinas com pedaços de frutas, barrinhas caseiras de frutas e cereais, sanduíches naturais (sem maionese), salada de frutas, bolos enriquecidos com frutas e, claro, a valorização de ingredientes típicos de cada região do país, como tapioca, açaí e milho verde.

Estela Boccaletto, da Unicamp, diz que tão importante quanto as leis é cada escola tomar para si seu papel de valorização da Educação como um todo. "É preciso ver as crianças e os jovens em sua plenitude e colaborar com seu crescimento, desenvolvimento e potencial. Para que isso ocorra, todos têm de estar preparados e ajudar os estudantes a fazer opções saudáveis nas refeições."

Saudáveis e saborosos

Não é preciso impor sacrifícios para oferecer um cardápio nutritivo e atraente. A chave é apresentar diferentes grupos alimentares:

Frutas: São fonte de vitaminas, potássio, fibras e bioflavonoides (pigmentos com propriedades antioxidantes). Maçã, manga, banana, mamão, uva e morango devem estar sempre presentes na hora do lanche.

Cereais: Ricos em fibras, os cereais matinais e as tradicionais barrinhas ajudam a manter baixo o nível de colesterol ruim, melhoram o trânsito intestinal e garantem a sensação de saciedade por um longo tempo.

Pães e torradas: Oferecem energia para o organismo por serem ricos em carboidratos, que dão a sensação de saciedade. É importante prestar atenção na quantidade de açúcar refinado entre os ingredientes.

Sucos, água e água de coco: Hidratar-se é fundamental. A água deve ser bebida quase gelada para facilitar a absorção. Os sucos são ricos em minerais e eletrólitos, que prolongam a hidratação. E a água de coco, fonte de potássio, é reidratante.

Leite e derivados: Contam com altas doses de cálcio, fundamental para os ossos. O iogurte natural traz ainda mais proteínas. O queijo branco tem mais cálcio que o leite. E nos queijos amarelos sobram as vitaminas A e D.

Vilões da alimentação

Pobres em nutrientes e ricos em gordura, sódio e açúcar, os produtos industrializados já foram banidos em alguns estados e municípios que têm leis sobre as cantinas escolares:

Salgadinhos e frituras: O principal problema dos salgadinhos de pacote são os altos índices de sódio, que podem provocar a elevação da pressão arterial. Já as frituras têm muita gordura, que colabora para o ganho de peso.

Refrigerantes e sucos artificiais: Bebidas com alto teor de açúcar são pobres em fibras e micronutrientes. Contêm aditivos (como os corantes) e sódio. São considerados grandes vilões do sobrepeso e de novas cáries.

Maionese, ketchup e mostarda: Além de muito calóricos, têm altos teores de gordura total e de gordura saturada, açúcar, sódio e aditivos químicos. Por não conter fibras nem micronutrientes (vitaminas e minerais), podem causar a elevação da pressão arterial.

Biscoitos recheados: Como quase todos os alimentos desse grupo, têm muitas calorias, açúcar e gorduras - e poucas fibras e micronutrientes. A indústria vem tentando reduzir a taxa de gordura trans, um fator de risco para doenças do coração.

Balas, pirulitos e chicletes: São alimentos com pouco ou nenhum valor nutricional e elevado teor de açúcar. Por isso, provocam ganho de peso e cáries. O excesso de açúcar eleva os níveis de colesterol e pode provocar problemas cardíacos.

Chocolate: São alimentos com grande concentração de gordura, ácidos graxos saturados e sódio. Seu consumo excessivo pode causar problemas de saúde, como colesterol alto, excesso de peso e doenças cardiovasculares.

O que a escola pode fazer 

- Definir com a Associação de Pais e Mestres (APM) o que pode ser vendido e o que deve ser vetado na cantina e zelar pelo cumprimento do acordo.

- Esclarecer os pais sobre a importância da boa alimentação e estimulá-los a cuidar da rotina alimentar dos filhos.

- Trabalhar para conscientizar docentes e funcionários sobre a necessidade de oferecer bons exemplos aos alunos.

- Incluir a alimentação saudável como um conteúdo transversal permanente das áreas do conhecimento.

O que os pais podem fazer

- Participar do Conselho de Alimentação Escolar .

- Fazer combinados com o filho na hora de preparar o lanche de casa, inserindo sempre alimentos saudáveis ao invés de produtos industrializados.

- Checar os rótulos dos produtos antes de compra-los, para checar a composição de ingredientes.

- Conversar com o filho diariamente sobre a alimentação que recebe na escola.

- Visitar a escola no horário da merenda.

10 Minutos contra a Dengue


sábado, 27 de fevereiro de 2016

Reunião de Pais


A reunião de pais não deve ser desperdiçada: quando família e escola interagem os benefícios para o aluno são maiores no que tange o aprendizado. Conheça os 8 razões para ir à reunião de pais e mestres acessando o link da Revista Educar para Crescer.