domingo, 28 de fevereiro de 2016
Alimentação Escolar: Comer bem é de lei
Já existem várias normas regulamentando o que as cantinas
podem vender, mas falar da importância da boa alimentação é papel da escola.
Todo mundo sabe da importância de comer bem: traz benefícios
para a saúde, ajuda a nos manter ativos para realizar as tarefas do dia a dia e
melhora até o humor. Uma alimentação saudável é aquela que reúne todas as
substâncias químicas de que o corpo precisa para funcionar corretamente. Requer
muita diversidade de ingredientes em todas as refeições, com equilíbrio entre
carboidratos, proteínas, gorduras, vitaminas e minerais. Na escola, um espaço
ocupado por crianças e jovens, isso se torna ainda mais relevante. Porém todo
mundo sabe que a oferta de alimentos saudáveis nas cantinas e lanchonetes que
funcionam dentro das escolas costuma ficar bem abaixo do desejável. Por
questões de praticidade, custo e armazenamento, é mais fácil encontrar produtos
industrializados, que têm prazo de validade maior - mas causam mais danos à
saúde que os alimentos in natura.
O domínio dos salgadinhos, doces e chocolates, porém, já é
questão de saúde pública. Em 2008, a Sociedade Brasileira de Pediatria publicou
uma compilação de diversos estudos sobre o tema, que mostra que o aumento do
número de crianças com excesso de peso varia de 10,8% a incríveis 33,8%
conforme a cidade ou região. Diversos outros problemas, como diabetes,
hipertensão arterial, alterações ortopédicas e elevação dos níveis de
colesterol e triglicerídeos, têm se tornado frequentes entre a garotada.
O papel da escola
"O fato é que na escola se formam as bases do
comportamento no que diz respeito à alimentação", diz a nutricionista Nina
Flávia de Almeida Amorim, responsável técnica pelo projeto A Escola Promovendo
Hábitos Alimentares Saudáveis, do Observatório de Políticas de Segurança
Alimentar e Nutrição da Universidade de Brasília (UnB). Ela ressalta que, em
média, as crianças consomem de 25 a 33% das calorias diárias no ambiente
escolar, entre merenda e lanche, desde a hora em que chegam para a aula até o
momento em que voltam para casa.
A preocupação com esse tema fez com que muitos estados e
cidades aprovassem leis sobre o que pode (e não pode) ser oferecido nas
cantinas escolares. Em abril, a Comissão de Constituição e Justiça e de
Cidadania da Câmara dos Deputados aprovou um projeto que obriga creches,
pré-escolas e instituições de Ensino Fundamental, públicas e privadas, a
comercializar apenas alimentos saudáveis. A proposta tramita agora no Senado e,
por mais que o texto original da lei não cite explicitamente quais são os
heróis e os vilões na hora do lanche, está claro que salgadinhos,
refrigerantes, biscoitos, balas e chicletes, bem como outros produtos
industrializados ricos em gordura, açúcar e sal, entrarão na lista dos
proibidos, a ser definida pelas autoridades sanitárias.
A chance de pais, professores e alunos refletirem sobre o tema
A primeira lei sobre o assunto entrou em vigor em 2001, em
Santa Catarina. No Paraná, a regulamentação específica passou a valer em 2004.
"O grande mérito da lei foi provocar uma reflexão sobre o tema entre
professores, alunos e pais", destaca Márcia Stolarski, nutricionista da
Coordenadoria de Alimentação e Nutrição Escolar, ligada à Secretaria Estadual
de Educação do Paraná. Segundo ela, hoje é possível observar uma melhora na
alimentação das crianças, mas isso não veio de forma tranquila. "Muitos
alunos começaram a levar refrigerantes, salgadinhos e bolachas recheadas de
casa. E não só para o consumo próprio: também para vender para os
colegas."
Em paralelo, aumentou o número de vendedores ambulantes
perto das escolas. "Eles passaram a vender tudo o que tinha sido
proibido", lembra Leonilda Palmonari Metri, diretora da EE Nossa Senhora
de Fátima, em Curitiba. Além disso, caiu a receita gerada pela cantina (espaço
que, nas escolas públicas, é administrado direta ou indiretamente pela APM e
cujos recursos ajudam a financiar pequenos gastos). "No nosso caso,
perdemos cerca de 30% num primeiro momento." Curiosamente, quando havia
frutas no cardápio da merenda escolar, a aceitação era sempre boa - mas a
oferta na cantina demorou a ser bem aceita.
A importância do bom exemplo
Cleliani de Cassia da Silva, especialista em nutrição, saúde
e qualidade de vida da Faculdade de Educação Física da Universidade Estadual de
Campinas (Unicamp), no interior de São Paulo, reforça o papel da comunidade em
relação a essa questão. "Em idade escolar, todos querem os mesmos
alimentos que os colegas. Muitos têm vergonha de levar lanche de casa",
explica ela.
É por isso que bons exemplos fazem toda a diferença na
promoção da alimentação saudável. Não adianta proibir a venda de doces se os
professores mascam chicletes na frente da turma. A chave para o sucesso é a
coerência. "Só retirar os alimentos não saudáveis da cantina não muda a
situação. São necessárias ações focadas nas crianças, nos pais, nos
funcionários e assim por diante", insiste Estela Marina Alves Boccaletto,
da Faculdade de Educação Física da Unicamp.
Envolvimento de todos
Daí a importância de envolver na discussão os responsáveis
pelo preparo dos alimentos vendidos nas cantinas. A UnB mantém desde 2001 o
projeto A Escola Promovendo Hábitos Alimentares Saudáveis. Uma de suas
principais ações é capacitar os cantineiros e ajudá-los a transformar seu mix
de produtos de forma a compor um cardápio com alimentos mais saudáveis e que,
ao mesmo tempo, agucem o paladar da garotada. Nina Amorim reconhece que dá mais
trabalho fazer isso a continuar comprando salgadinhos de pacote, biscoitos,
balas e chocolates. "Mais de uma vez, fomos criticados e até agredidos
verbalmente por donos de cantinas que acham que vão quebrar com essa
mudança", conta ela. "Mas, à medida que vamos apresentando alternativas,
todos percebem que é possível trocar os itens prontos de longa validade por
opções mais saudáveis". Algumas das opções mais populares do curso são
gelatinas com pedaços de frutas, barrinhas caseiras de frutas e cereais,
sanduíches naturais (sem maionese), salada de frutas, bolos enriquecidos com
frutas e, claro, a valorização de ingredientes típicos de cada região do país,
como tapioca, açaí e milho verde.
Estela Boccaletto, da Unicamp, diz que tão importante quanto
as leis é cada escola tomar para si seu papel de valorização da Educação como
um todo. "É preciso ver as crianças e os jovens em sua plenitude e
colaborar com seu crescimento, desenvolvimento e potencial. Para que isso
ocorra, todos têm de estar preparados e ajudar os estudantes a fazer opções
saudáveis nas refeições."
Saudáveis e saborosos
Não é preciso impor sacrifícios para oferecer um cardápio
nutritivo e atraente. A chave é apresentar diferentes grupos alimentares:
Frutas: São fonte de vitaminas, potássio, fibras e
bioflavonoides (pigmentos com propriedades antioxidantes). Maçã, manga, banana,
mamão, uva e morango devem estar sempre presentes na hora do lanche.
Cereais: Ricos em fibras, os cereais matinais e as
tradicionais barrinhas ajudam a manter baixo o nível de colesterol ruim,
melhoram o trânsito intestinal e garantem a sensação de saciedade por um longo
tempo.
Pães e torradas: Oferecem energia para o organismo por serem
ricos em carboidratos, que dão a sensação de saciedade. É importante prestar
atenção na quantidade de açúcar refinado entre os ingredientes.
Sucos, água e água de coco: Hidratar-se é fundamental. A
água deve ser bebida quase gelada para facilitar a absorção. Os sucos são ricos
em minerais e eletrólitos, que prolongam a hidratação. E a água de coco, fonte
de potássio, é reidratante.
Leite e derivados: Contam com altas doses de cálcio,
fundamental para os ossos. O iogurte natural traz ainda mais proteínas. O
queijo branco tem mais cálcio que o leite. E nos queijos amarelos sobram as
vitaminas A e D.
Vilões da alimentação
Pobres em nutrientes e ricos em gordura, sódio e açúcar, os
produtos industrializados já foram banidos em alguns estados e municípios que
têm leis sobre as cantinas escolares:
Salgadinhos e frituras: O principal problema dos salgadinhos
de pacote são os altos índices de sódio, que podem provocar a elevação da
pressão arterial. Já as frituras têm muita gordura, que colabora para o ganho
de peso.
Refrigerantes e sucos artificiais: Bebidas com alto teor de
açúcar são pobres em fibras e micronutrientes. Contêm aditivos (como os corantes)
e sódio. São considerados grandes vilões do sobrepeso e de novas cáries.
Maionese, ketchup e mostarda: Além de muito calóricos, têm
altos teores de gordura total e de gordura saturada, açúcar, sódio e aditivos
químicos. Por não conter fibras nem micronutrientes (vitaminas e minerais),
podem causar a elevação da pressão arterial.
Biscoitos recheados: Como quase todos os alimentos desse
grupo, têm muitas calorias, açúcar e gorduras - e poucas fibras e
micronutrientes. A indústria vem tentando reduzir a taxa de gordura trans, um
fator de risco para doenças do coração.
Balas, pirulitos e chicletes: São alimentos com pouco ou
nenhum valor nutricional e elevado teor de açúcar. Por isso, provocam ganho de
peso e cáries. O excesso de açúcar eleva os níveis de colesterol e pode
provocar problemas cardíacos.
Chocolate: São alimentos com grande concentração de gordura,
ácidos graxos saturados e sódio. Seu consumo excessivo pode causar problemas de
saúde, como colesterol alto, excesso de peso e doenças cardiovasculares.
O que a escola pode fazer
- Definir com a Associação de Pais e Mestres (APM) o que
pode ser vendido e o que deve ser vetado na cantina e zelar pelo cumprimento do
acordo.
- Esclarecer os pais sobre a importância da boa alimentação
e estimulá-los a cuidar da rotina alimentar dos filhos.
- Trabalhar para conscientizar docentes e funcionários sobre
a necessidade de oferecer bons exemplos aos alunos.
- Incluir a alimentação saudável como um conteúdo
transversal permanente das áreas do conhecimento.
O que os pais podem fazer
- Participar do Conselho de Alimentação Escolar .
- Fazer combinados com o filho na hora de preparar o lanche
de casa, inserindo sempre alimentos saudáveis ao invés de produtos
industrializados.
- Checar os rótulos dos produtos antes de compra-los, para
checar a composição de ingredientes.
- Conversar com o filho diariamente sobre a alimentação que
recebe na escola.
- Visitar a escola no horário da merenda.
Fonte: Educar para Crescer
sábado, 27 de fevereiro de 2016
Reunião de Pais
A reunião de pais não deve ser desperdiçada: quando família e escola interagem os benefícios para o aluno são maiores no que tange o aprendizado. Conheça os 8 razões para ir à reunião de pais e mestres acessando o link da Revista Educar para Crescer.
domingo, 21 de fevereiro de 2016
Informações sobre a Escola Chico Mendes
A Escola Municipal Chico Mendes é pertencente à Rede Municipal de Educação. Está localizada à rua Shalon, nº 468, CEP: 69907-665, bairro: Santa Inês em Rio Branco – Acre. É um estabelecimento de ensino regular, mantido pela Prefeitura de Rio Branco, criada pelo decreto nº 5051/1994, portaria nº 087, INEP nº 12012165.
O prédio está localizado numa área de 1.980,63m², zona urbana, contendo 7 salas de aula que comportam, em média, 36 alunos em cada sala, 1 sala da diretoria, 1 sala da secretaria, 1 Biblioteca / Ecoteca, 1 laboratório de informática, 1 ambiente adaptado para Coordenação Pedagógica e sala de professores, 2 banheiros para funcionários, 4 banheiros feminino para as alunas e 2 banheiros masculino para os alunos, 1 cantina, 1 dispensa onde se guarda a merenda dos alunos e utensílios da cantina, 1 depósito para material de limpeza, 1 pátio onde é utilizado como refeitório, 1 espaço coberto. Como extensão da Escola Chico Mendes, funciona em um espaço alternativo, denominado Anexo Chico Mendes, localizado na rua Evaldo Abreu Curity, nº218, bairro Santo Afonso, onde são atendidos cerca de 280 alunos.
A Escola Municipal Chico Mendes oferece as modalidades de ensino: Ensino Fundamental I - 1º ao 5º ano - e em seu anexo a modalidade de Educação Infantil . Tanto a Escola, como o anexo, funciona somente no período diurno.
A instalação hidráulica e elétrica encontram-se em estado de conservação e são mantidos pelo Poder Público Municipal.
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